segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Segunda edição da oficina de formação

Depois do sucesso da primeira edição, no passado sábado demos inicio a uma nova edição da oficina de formação Educação, género e cidadania.
O seminário inaugural consistiu num momento de partilha entre pares, com a participação especial de formandas/o da primeira edição a apresentar as atividades desenvolvidas e as suas perceções sobre a oficina e o impacto nos seus contextos escolares.
Deixamos aqui algumas imagens:




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Atividade dinamizada pelo formando Renato Alves

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MANTEIGAS


Atividade

Devido à sua função no Agrupamento de Escolas de Manteigas e devido ao facto de o concelho de Manteigas apresentar índices de fortes desigualdades de género, o Renato propôs-se realizar uma atividade com os membros do conselho pedagógico e com outros/as professores/as, composta por duas sessões, para discutir o tema da Igualdade de Género e da sua integração em atividades nas escolas. Com esta metodologia tenciona identificar áreas de atuação e posteriormente aprovar medidas e práticas a implementar no Agrupamento.
Com estas sessões pretende que sejam inscritos nos documentos orientadores do agrupamento projetos/intenções, que envolvam também a população do concelho, e que sejam criadas sinergias capazes de gerar informação reflexiva sobre o tema.

Público-alvo

Professores e professoras do Agrupamento de Escolas de Manteigas.


Objetivo geral

- Educar a comunidade educativa  para a igualdade de género e corrigir práticas de desigualdade de género através da educação.
  

Objetivos específicos

- Implicar o conselho pedagógico na resposta, que se pretende sustentada e sistemática, às   desigualdades de género
Identificar diferentes realidades onde a mulher é discriminada
- Implementar práticas diferenciadas, em função dos níveis de ensino, no Agrupamento, que visem sensibilizar toda a comunidade educativa para a igualdade de género
- Envolver parceiros para disseminar pela comunidade civil boas práticas no combate à desigualdade de género
- Desenvolver políticas educativas na escola, para implementar práticas em espaços curriculares disciplinares e curriculares não disciplinares para a igualdade de género
- Desenvolver um agrupamento mais igual.


PRIMEIRA SESSÃO - 15 DE JULHO DE 2015, 15.00 HORAS


Nesta sessão estiveram presentes os elementos que constituem o conselho pedagógico e foram convidados/as a participar todos/as os/as docentes que lecionam no agrupamento




O Renato fez uma abordagem ao tema e às reais motivações desta atividade




 Solicitou à comunidade docente que refletisse sobre propostas de atividades a desenvolver no próximo ano letivo, no âmbito da sua disciplina/departamento, que serão apresentadas na segunda sessão, a realizar em setembro




Em setembro o Renato pretende concretizar a segunda sessão, na qual os membros do conselho pedagógico apresentarão  projetos de execução para os diferentes níveis de ensino e para os diferentes departamentos.


Nota: partes do texto foram retiradas da planificação do formando

Bom trabalho Renato!

terça-feira, 16 de junho de 2015

“Princesas… ou nem por isso?”

Atividade dinamizada pela formanda Isabel Correia


Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã - Escola Básica D. Maria Amália Lobo Vasconcelos - Peraboa, 11 de junho de 2015


Tema

Educação, Género e Cidadania: a desconstrução de estereótipos de género no 1º ciclo

Público-alvo

12 alunos/as dos 2.º e 3.º anos de escolaridade

Objetivos

  • Identificar alguns estereótipos de género e refletir sobre eles
  • Discutir acerca de diferenças e igualdade de género
  • Reconhecer que apenas as caraterísticas físicas distinguem o género


Depois de ter introduzido a atividade e organizado a turma por grupos de trabalho, a Isabel entregou uma ficha em que cada grupo tinha que associar aos príncipes e às princesas três características relativamente a determinados atributos






Após a leitura dos resultados à turma pelo/a porta-voz de cada grupo e da posterior discussão e reflexão sobre o trabalho, os/as alunos/as ouviram e discutiram a história “A Princesa Espertalhona"





A Isabel optou por fazer a avaliação no dia seguinte, tendo aplicado a mesma ficha e proporcionado a discussão em grupo, no sentido de confrontar as perceções  iniciais sobre os príncipes e as princesas, com as perceções após a "Princesa Espertalhona"




As histórias de príncipes e princesas que as crianças vão ouvindo e lendo ao longo da infância estão, também elas, na maior parte dos casos, carregadas de estereótipos de género: princesas delicadas e frágeis, príncipes destemidos e guerreiros; vestidos para as princesas, calças para os príncipes; lavores e trabalhos delicados para as princesas, espadas e cavalo para os príncipes; princesas serenas e submissas, príncipes rebeldes e guerreiros. Estas personagens são quase sempre modelos seguidos pelas meninas e pelos meninos, perpetuando estereótipos e comprometendo a desejada igualdade de género.

Tendo em conta os objetivos inicialmente definidos para a atividade, a utilização desta história resultou muito bem. Foi possível constatar em algumas crianças, pelos testemunhos dados, o reconhecimento de que apesar de existirem diferenças físicas entre príncipes (rapazes/ homens) e princesas (raparigas/ mulheres) os gostos e as preferências podem ser iguais e os papéis sociais não têm de ser forçosamente diferentes.

Com a atividade, a Isabel pretendeu levar as crianças a desconstruir alguns estereótipos de género para que cresçam reconhecendo semelhanças e diferenças, mas respeitando o princípio da igualdade de direitos e de oportunidades sem qualquer discriminação de género.



Nota: partes do texto foram retiradas da planificação da formanda

Obrigada Isabel!



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Atividade na Escola Mouzinho da Silveira em Portalegre

No passado dia 27 de Maio estivemos de visita a Portalegre, com a fomanda Lúcia Ribeiro na escola secundária Mouzinho da Silveira. A atividade selecionada foi Género e Tabaco, do Guião de terceiro ciclo.

Trata-se de uma turma de 11 alunos, 5 rapazes e 6 raparigas, com idades compreendidas entre os 13 e 16 anos. Frequentam o 3º ciclo do ensino básico, nomeadamente o 7º e 8ºanos de escolaridade. São alunos/as com Necessidades Educativas Especiais de carácter permanente, com limitações do domínio emocional e cognitivo, mas que não comprometem a viabilização da atividade planeada. Na verdade a formanda considerou a atividade particularmente pertinente visto que parte dos e das discentes da turma têm já histórico de consumo de tabaco.

Todos eles/as beneficiam de um Currículo Específico Individual, com áreas curriculares específicas, frequentando em simultâneo, em contexto turma, disciplinas do currículo regular.  Como estavam a faltar 3 alunos a Lucia solicitou ao colega que leciona secundário a participação de 2 alunas e um aluno mais velhos, de 10º ano.

Objetivos
·         Reconhecer o tabagismo como um dos principais problemas que afetam os/as adolescentes e que condiciona os seus comportamentos.
·         Diferenciar os conceitos sexo e género.
·         Perceber que os comportamentos face ao tabagismo se relacionam com o género.
·  Interpretar as representações sobre comportamentos masculinos e femininos.
·  Identificar a existência de um duplo padrão interpretativo de um comportamento tido por jovens de ambos os sexos.
·  Reconhecer a normatividade do sexo masculino quando se analisam indistintamente as questões juvenis relacionadas com ambos os sexos.
·         Sensibilizar para a importância de adotar comportamentos que promovam a prevenção e o combate ao consumo do tabaco na adolescência e a sua importância para a saúde individual e pública.
 
Desenvolvimento da atividade
·       Início da aula – Motivação para o tema/atividade
·         Projetam-se imagens e informações alusivas ao tema a partir de um PowerPoint elaborado para o efeito e, lançando algumas questões-problema, promove-se um breve debate entre os elementos da turma de modo a que os mesmos reconheçam a pertinência de se abordar o tema “Consumo de tabaco na adolescência”.
·       Desenvolvimento da atividade
·       Divide-se a turma em grupos (pré-definidos pela professora): 2 grupos constituídos por 3 rapazes cada, 1 grupo constituído por 2 raparigas e um grupo misto constituído por dois rapazes e duas raparigas.
·       Aplicam-se/distribuem-se os questionários i1, i2 e i3 a cada grupo para que, dentro de cada grupo, encontrem respostas para as perguntas “Porque fumam os jovens?”, “Porque fumam as raparigas?” “porque fumam os rapazes?
·       Seguidamente, cada grupo apresentará as suas respostas/opiniões e promover-se-á o debate entre os diferentes grupos, sendo a professora a moderadora do mesmo, conduzindo o debate numa abordagem de género.
·       Paralelamente, a professora, registará no quadro os argumentos/ conclusões a que chegarão os/as alunos/as e que possam demonstrar, numa abordagem de género o duplo padrão que se observa na generalidade; além disso, espera-se que também neste grupo/turma se possa demonstrar factos resultantes de outros estudos, ou seja, haver sintonia entre as opiniões dos jovens, no seu todo, e a dos rapazes, em particular.
·       Projetam-se, a partir do PowerPoint, alguns dados gráficos e estatísticos de estudos oficiais e através do diálogo vertical e horizontal procurar-se-á que os/as alunos/as reconheçam que tais dados vão ao encontro das conclusões obtidas pelos/as alunos/as com o questionário/debate.
·       A seguir, a partir do Powerpoint, procurar-se-á “chocar” os/as alunos/as exibindo imagens ilustrativas dos malefícios do tabaco na saúde e no bem-estar dos/as jovens, dos adultos, das grávidas e dos bebés.
·       Serão distribuídos cartões /cartolinas (tamanho A4) de diferentes cores e pedir-se-á aos/às alunos/as que, mantendo os mesmos grupo que desenhem frases e imagens que sensibilizem para os malefícios do consumo do tabaco e que contribuam para a prevenção comportamentos tabágicos.

·       Apresentação dos trabalhos
·       Cada grupo terá 3 minutos para apresentar o respetivo trabalho/cartão de sensibilização contra o consumo de tabaco.
·       Distribuição das grelhas de auto e de heteroavaliação do trabalho em grupo.






No final os e as alunas avaliaram a sessão através de instrumentos criados para o efeito.
Obrigada Lúcia!

Atividades na EB1 de Santo António de Lucinda Melo e Eugénia Batista

No dia 20 de Maio decorreram as atividades da pré primária de Santo Antónia, dinamizadas pelas formandas Lucinda Melo e  Eugénia Baptista.
Como trabalham juntas a turma de pré primária as formandas optaram por usar o mesmo instrumento - “História dos Porquinhos” mas depois trabalhado em diferentes atividades para dois grupos distintos dentro da turma.
A seleção desta história e sua dinamização tem que ver com a verificação de que as crianças ao desenharem as tarefas domésticas, estão quase sempre relacionadas com as mulheres / meninas. 
O grupo é constituído por 23 crianças, sendo 11 meninas e 12 meninos e sobre a problemática são detetadas conceções sexistas, através não só de conversas, como também através dos desenhos. A mulher / rapariga aparecem ligadas a tarefas “ditas” femininas e os homens / rapazes a atividades desportivas e /ou lazer.
ATIVIDADE:  “O Jogo das Personagens”
RESPONSÁVEL pela atividade – Maria Eugénia Baptista
OBJETIVO ESPECÍFICO: Identificar estereótipos relacionados com o sexo feminino e masculino

Direcionado para o grupo dos 3/4 anos.
 Numa primeira fase, ao dinamizarmos o jogo colocamos as crianças em círculo, duas a duas, viradas uma para a outra, os pares serão constituídos por menino/menina, menina/menina, menino/menino, numa das crianças é colocado um «post-it» na testa, com a fotocópia de uma personagem (que não sabem qual é) as que não têm postic vão dar “pistas” para que o seu colega adivinhe.

O exercício é tentar adivinhar de quem se trata, o adulto pode ajudar colocando perguntas, sobre as possíveis qualidades e atributos das personagens.
 No final desta dinâmica, a reflexão deverá centrar-se nos adjetivos que usaram para identificar as personagens: É homem/mulher? É bonito /a? É corajoso/a? É inteligente? È amiga? E a quem são atribuídos, se a personagens femininas ou masculinas.






  Obrigada Eugénia!

ATIVIDADE: Teatro de fantoches
   RESPONSÁVEL pela atividade – Lucinda Melo
OBJETIVO ESPECÍFICO: Propor ou reconhecer formas de resolver discriminações por motivo de género
Direcionada para o grupo dos 5/6 anos


Propor às crianças que construam uma nova história, através de fantoches, alterando o que acharem necessário para que a história se adapte a uma realidade de igualdade.
As personagens numa primeira fase serão distribuídas com a intencionalidade de que as raparigas fiquem com as personagens masculinas e os meninos com a personagem feminina.
As propostas podem girar em torno da mudança do (s) ou da (s) protagonista, dos acontecimentos ou da própria mudança de atitudes das/os personagens sendo estas mais igualitárias do ponto de vista de género.
Esta atividade é uma oportunidade para discutir estereótipos e refletir sobre a partilha (ou neste caso a não partilha) doméstica.





Obrigada Lucinda!



terça-feira, 2 de junho de 2015

Atividade dinamizada pela formanda Mafalda Matos

Agrupamento de Escolas “A Lã e a Neve” – Escola Básica de São Domingos, 28 de maio de 2015


Tema

Atividades com Psicólogos/as e Professores/as - Integração de atividades de Género e Cidadania em programas de grupo de orientação escolar e vocacional

Público-alvo

12 alunos/as de 9º ano, entre os 14 e os 17 anos, que vão no final do ano optar por um percurso secundário


Objetivos

  • Avaliar quais são os estereótipos de género existentes
  • Mudar os estereótipos de género em relação a tarefas/profissões que podem ser consideradas de homens e de mulheres
  • Estabelecer a baixa de parentalidade como um direito de ambos os géneros
  • Estabelecer o tempo familiar como um direito de ambos os géneros e não exclusivo das mulheres
  • Estabelecer o direito a uma carreira profissional e à conciliação entre a vida familiar e a vida profissional, como um direito das mulheres e dos homens


A Mafalda é Psicóloga e escolheu dinamizar atividades que se relacionam com a sua atividade na Escola, nomeadamente, trabalhou as estereotipias que podem condicionar as escolhas profissionais e escolares dos/as jovens. Sensibilizou também para a importância das tarefas domésticas e familiares serem consideradas um direito e dever de ambos os géneros, bem como, para a conciliação entre a vida familiar e profissional. 



A Mafalda introduziu a atividade e aplicou o questionário "Tarefas domésticas na família"





Após a reflexão e o debate que surgiram sobre quem desempenha e quem deve desempenhar as tarefas domésticas e familiares, foram mostradas imagens com pais suecos que gozaram durante um ano a baixa de paternidade e que estão a desempenhar funções domésticas e familiares




De seguida foram ainda aplicados dois questionários relacionados com as aspirações profissionais e familiares dos/as alunos/as para o futuro, seguindo-se a reflexão e a discussão conjunta





As atividades dinamizadas, que foram adaptadas no sentido de poderem ser concretizadas no tempo previsto, correram bem. Todos/as participaram de forma ativa, registaram-se momentos de reflexão e de debate interessantes e o impacto da atividade nestes/as alunos/as foi positivo.


Nota: partes do texto foram retiradas da planificação da formanda

Obrigada Mafalda!