terça-feira, 16 de junho de 2015

“Princesas… ou nem por isso?”

Atividade dinamizada pela formanda Isabel Correia


Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã - Escola Básica D. Maria Amália Lobo Vasconcelos - Peraboa, 11 de junho de 2015


Tema

Educação, Género e Cidadania: a desconstrução de estereótipos de género no 1º ciclo

Público-alvo

12 alunos/as dos 2.º e 3.º anos de escolaridade

Objetivos

  • Identificar alguns estereótipos de género e refletir sobre eles
  • Discutir acerca de diferenças e igualdade de género
  • Reconhecer que apenas as caraterísticas físicas distinguem o género


Depois de ter introduzido a atividade e organizado a turma por grupos de trabalho, a Isabel entregou uma ficha em que cada grupo tinha que associar aos príncipes e às princesas três características relativamente a determinados atributos






Após a leitura dos resultados à turma pelo/a porta-voz de cada grupo e da posterior discussão e reflexão sobre o trabalho, os/as alunos/as ouviram e discutiram a história “A Princesa Espertalhona"





A Isabel optou por fazer a avaliação no dia seguinte, tendo aplicado a mesma ficha e proporcionado a discussão em grupo, no sentido de confrontar as perceções  iniciais sobre os príncipes e as princesas, com as perceções após a "Princesa Espertalhona"




As histórias de príncipes e princesas que as crianças vão ouvindo e lendo ao longo da infância estão, também elas, na maior parte dos casos, carregadas de estereótipos de género: princesas delicadas e frágeis, príncipes destemidos e guerreiros; vestidos para as princesas, calças para os príncipes; lavores e trabalhos delicados para as princesas, espadas e cavalo para os príncipes; princesas serenas e submissas, príncipes rebeldes e guerreiros. Estas personagens são quase sempre modelos seguidos pelas meninas e pelos meninos, perpetuando estereótipos e comprometendo a desejada igualdade de género.

Tendo em conta os objetivos inicialmente definidos para a atividade, a utilização desta história resultou muito bem. Foi possível constatar em algumas crianças, pelos testemunhos dados, o reconhecimento de que apesar de existirem diferenças físicas entre príncipes (rapazes/ homens) e princesas (raparigas/ mulheres) os gostos e as preferências podem ser iguais e os papéis sociais não têm de ser forçosamente diferentes.

Com a atividade, a Isabel pretendeu levar as crianças a desconstruir alguns estereótipos de género para que cresçam reconhecendo semelhanças e diferenças, mas respeitando o princípio da igualdade de direitos e de oportunidades sem qualquer discriminação de género.



Nota: partes do texto foram retiradas da planificação da formanda

Obrigada Isabel!



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